Brincadeiras para Festa Junina
Edição e Pesquisa de Lenise Resende
Fontes: Arquivo pessoal / Os meus brinquedos, Alberto Figueiredo Pimentel, Livraria Quaresma, RJ,1959 /
O Livro dos Nossos Filhos, Ed. Alfa, 1959 / Jogos para recreação infantil, Ethel Bauzer Medeiros, 1961.
. Cabo-de-guerra: Traça-se uma linha no chão, dividindo ao meio o local escolhido para o jogo. Os participantes, separados em dois times iguais, ficam em fila, cada grupo do seu lado, segurando uma corda de uns cinco metros de comprimento. A marca (bem visível) que mostra o meio da corda, deve ficar exatamente acima da linha traçada no chão. Dado o sinal, os participantes puxam a corda na direção do seu lado. Vence o grupo que conseguir fazer um participante do outro grupo pisar a linha traçada no chão.
. Carrinho de mão: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma delas, os participantes são reunidos aos pares e formando duas fileiras, uma atrás da outra. Dado o primeiro sinal, o participante da dupla que está na fileira da frente, apóia as mãos no chão e estica as pernas para trás. Seu companheiro da fileira de trás, levanta suas pernas e segurando-as à altura do joelho, fica entre elas. Dado o segundo sinal, as duplas começam a correr, um com os pés e o outro com as mãos. Quem cair volta à linha de largada. Vence a dupla que alcançar a linha de chegada primeiro.
. Corrida do ovo na colher: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.
. Corrida do milho: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho. Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos pares - um deles segura uma colher e o outro um copo descartável. Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia. Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada. Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura. Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.
. Corrida de ré: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Os participantes colocam-se na primeira linha, de costas para a outra linha, onde estão colocados objetos iguais, um para cada um deles. Dado o sinal, eles partem andando de costas, sem correr ou segurar a pessoa ao lado. Chegando na linha, viram de frente, apanham o objeto (pode ser um papel) e retornam de costas. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.
. Corrida do anão: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada participante deve caminhar acocorado, fazendo-se o menor possível. Quem cair sentado no chão ou ajoelhado, volta para o local de partida. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.
. Corrida do Saci (com um pé só): Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são levados para trás da outra linha, onde são misturados. Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.
. Corrida dos Sacis em fila (com um pé só): Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma delas, os participantes são reunidos em dois grupos iguais. Em fila, os participantes seguram firme nas costas de quem está na sua frente. Dado o sinal, os participantes avançam pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois, devem retornar, pulando com o pé direito. Se a fila se romper, o grupo volta à linha de largada. Vence o grupo que alcançar a linha de chegada primeiro. Nota: Pode-se fazer mais de duas filas com os participantes. Por exemplo - três filas com três participantes cada.
Fontes: Arquivo pessoal / Os meus brinquedos, Alberto Figueiredo Pimentel, Livraria Quaresma, RJ,1959 /
O Livro dos Nossos Filhos, Ed. Alfa, 1959 / Jogos para recreação infantil, Ethel Bauzer Medeiros, 1961.
. Cabo-de-guerra: Traça-se uma linha no chão, dividindo ao meio o local escolhido para o jogo. Os participantes, separados em dois times iguais, ficam em fila, cada grupo do seu lado, segurando uma corda de uns cinco metros de comprimento. A marca (bem visível) que mostra o meio da corda, deve ficar exatamente acima da linha traçada no chão. Dado o sinal, os participantes puxam a corda na direção do seu lado. Vence o grupo que conseguir fazer um participante do outro grupo pisar a linha traçada no chão.
. Carrinho de mão: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma delas, os participantes são reunidos aos pares e formando duas fileiras, uma atrás da outra. Dado o primeiro sinal, o participante da dupla que está na fileira da frente, apóia as mãos no chão e estica as pernas para trás. Seu companheiro da fileira de trás, levanta suas pernas e segurando-as à altura do joelho, fica entre elas. Dado o segundo sinal, as duplas começam a correr, um com os pés e o outro com as mãos. Quem cair volta à linha de largada. Vence a dupla que alcançar a linha de chegada primeiro.
. Corrida do ovo na colher: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.
. Corrida do milho: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho. Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos pares - um deles segura uma colher e o outro um copo descartável. Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia. Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada. Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura. Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.
. Corrida de ré: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Os participantes colocam-se na primeira linha, de costas para a outra linha, onde estão colocados objetos iguais, um para cada um deles. Dado o sinal, eles partem andando de costas, sem correr ou segurar a pessoa ao lado. Chegando na linha, viram de frente, apanham o objeto (pode ser um papel) e retornam de costas. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.
. Corrida do anão: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada participante deve caminhar acocorado, fazendo-se o menor possível. Quem cair sentado no chão ou ajoelhado, volta para o local de partida. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.
. Corrida do Saci (com um pé só): Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são levados para trás da outra linha, onde são misturados. Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.
. Corrida dos Sacis em fila (com um pé só): Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma delas, os participantes são reunidos em dois grupos iguais. Em fila, os participantes seguram firme nas costas de quem está na sua frente. Dado o sinal, os participantes avançam pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois, devem retornar, pulando com o pé direito. Se a fila se romper, o grupo volta à linha de largada. Vence o grupo que alcançar a linha de chegada primeiro. Nota: Pode-se fazer mais de duas filas com os participantes. Por exemplo - três filas com três participantes cada.
. Corrida do saco: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve colocar as pernas dentro de um saco grande de pano e segurá-lo com ambas as mãos na altura da cintura. Dado o sinal, saem pulando com os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada. Nota: Para substituir o saco de pano pelo de plástico (grosso) de lixo, que é mais escorregadio, é preciso testar o local da corrida com antecedência.
. Corrida do sapo (com os dois pés ao mesmo tempo): Marca-se um local de partida e outro de chegada. Todos os participantes recebem um barbante do mesmo tamanho. Cada um amarra o seu barbante nos próprios tornozelos. Dado o sinal, saem pulando com os dois pés juntos ou andando depressa até a chegada. Vence quem chegar primeiro.
Nota: Antes de começar, é preciso deixar claro se é permitido - só pular, só andar ou as duas formas são válidas.
. Corrida dos sapos em fila (com os dois pés ao mesmo tempo): Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma delas, os participantes são reunidos em dois grupos iguais. Em fila, os participantes seguram firme na cintura de quem está na sua frente. Dado o sinal, os participantes avançam pulando. Se a fila se romper, o grupo volta à linha de largada. Vence o grupo que alcançar a linha de chegada primeiro.
Nota: Pode-se fazer mais de duas filas com os participantes. Por exemplo - três filas com três participantes cada.
. Corrida dos três pés (em dupla): Marca-se um local de partida e outro de chegada. Os participantes são reunidos em duplas. Com uma fita ou tira de pano, o tornozelo direito de um é amarrado ao tornozelo esquerdo de seu par. Para manter o equilíbrio, vale abraçar o companheiro pela cintura. Dado o sinal, as duplas participantes devem andar depressa até a chegada. Vence a dupla que chegar primeiro.
Correio-elegante
É o serviço de entrega de bilhetes durante a festa. Quando não estiver entregando os bilhetes, o entregador passeia pela festa, oferecendo o serviço de correio. A mensagem é escrita num cartão ou papel colorido. Se a festa for grande, o correio pode ficar numa mesa, onde os cartões são escritos por uma pessoa e entregues por outra. Para facilitar, pode-se fazer um mural ou cartaz com exemplos de quadrinhas amorosas ou engraçadas. Pode-se, também, levar alguns cartões prontos.
Exemplos de correio elegante:
"Se jogares fora esta carta, me amas. / Se rasgares, me adoras. / Se guardares, por mim choras. / Se queimares, comigo queres casar."
"Quando cheguei nessa festa / Senti cheiro de rosa. / Meu coração logo disse: / Aqui tem moça formosa!"
"Manjericão miudinho / salpicado de a b c, / meu coração só me pede / que eu me case com você."
"Se eu tivesse certeza / que tu me tinhas amor / caía nesses teus braços / como o sereno na flor."
"Não sei se é fita ou se é fato, / não sei se é fato ou se é fita. / O fato é que ela me fita, / me fita mesmo de fato."
"Os meus olhos mais os teus / grande culpa eles tiveram / os teus porque me agradaram, / os meus porque te quiseram."
"As estrelas nascem no céu, / os peixes nascem no mar, / Eu nasci aqui neste mundo / somente para te amar!"
"Tudo que nasce no mundo / tem seu fim particular / tudo tem o seu destino / eu nasci para te amar!"
"Não tenho maior riqueza, / nem prenda para te dar, / só tenho meu coração / prontinho pra te amar."
"Já te dei meu coração / e a chave para o abrir, / nada mais preciso dar, / nem mais tens a me pedir."
"As vezes fico pensando / pensando não sei em quê / mas no fim do pensamento / eu só penso em você."
"Amor com amor se paga, / outra paga o amor não tem; / quem com amor nunca paga, / não diga que paga bem."
"Com A eu escrevo amor, / com A eu escrevo amizade, / com ( ... ) eu escrevo teu nome, / causa da minha saudade."
"Quem não sabe o meu nome / pergunte e indague bem. / Eu me chamo (...) / mas não conto a ninguém;
Correio-elegante
É o serviço de entrega de bilhetes durante a festa. Quando não estiver entregando os bilhetes, o entregador passeia pela festa, oferecendo o serviço de correio. A mensagem é escrita num cartão ou papel colorido. Se a festa for grande, o correio pode ficar numa mesa, onde os cartões são escritos por uma pessoa e entregues por outra. Para facilitar, pode-se fazer um mural ou cartaz com exemplos de quadrinhas amorosas ou engraçadas. Pode-se, também, levar alguns cartões prontos.
Exemplos de correio elegante:
"Se jogares fora esta carta, me amas. / Se rasgares, me adoras. / Se guardares, por mim choras. / Se queimares, comigo queres casar."
"Quando cheguei nessa festa / Senti cheiro de rosa. / Meu coração logo disse: / Aqui tem moça formosa!"
"Manjericão miudinho / salpicado de a b c, / meu coração só me pede / que eu me case com você."
"Se eu tivesse certeza / que tu me tinhas amor / caía nesses teus braços / como o sereno na flor."
"Não sei se é fita ou se é fato, / não sei se é fato ou se é fita. / O fato é que ela me fita, / me fita mesmo de fato."
"Os meus olhos mais os teus / grande culpa eles tiveram / os teus porque me agradaram, / os meus porque te quiseram."
"As estrelas nascem no céu, / os peixes nascem no mar, / Eu nasci aqui neste mundo / somente para te amar!"
"Tudo que nasce no mundo / tem seu fim particular / tudo tem o seu destino / eu nasci para te amar!"
"Não tenho maior riqueza, / nem prenda para te dar, / só tenho meu coração / prontinho pra te amar."
"Já te dei meu coração / e a chave para o abrir, / nada mais preciso dar, / nem mais tens a me pedir."
"As vezes fico pensando / pensando não sei em quê / mas no fim do pensamento / eu só penso em você."
"Amor com amor se paga, / outra paga o amor não tem; / quem com amor nunca paga, / não diga que paga bem."
"Com A eu escrevo amor, / com A eu escrevo amizade, / com ( ... ) eu escrevo teu nome, / causa da minha saudade."
"Quem não sabe o meu nome / pergunte e indague bem. / Eu me chamo (...) / mas não conto a ninguém;
Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.
Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.
Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades.
Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais;
Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
Santos juninos
Santo Antônio - 13 de junho
Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que m ais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.
Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realiazadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinho deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.
São Pedro - 29 de junho
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.
Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realiazadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinho deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.
São Pedro - 29 de junho
O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome dece acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome dece acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.
São João - 24 de junho
Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.
No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o majericão.Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o majericão.Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arrendondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.
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